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Minha experiência com o Tai Chi Chuan

Minha experiência com o Tai Chi Chuan

Tai Chi Chuan já foi definido com poesia em movimento. Só quando comecei a praticar percebi que a poesia visível de fora esconde golpes e defesas numa luta solitária e coreografada. A poesia e a luta, o suave e o duro. Dominar a pressa, usar cada segundo estendendo o movimento, é um desafio bem maior do que parece. Principalmente para pessoas que, como eu, viveram sempre pensando em resolver problemas, fazer o que precisa ser feito, pensando no resultado, não no caminho. No tai chi o resultado é o caminho.

Vivi dois anos na China e vi muitas pessoas praticando tai chi – dos velhinhos nas praças aos mestres em Wu Dan Shan. Nunca me atrevi a tentar aprender porque acreditava que nunca seria capaz. Hoje, embora tenha muitas dificuldades, já não me sinto incapaz. Autoconfiança também é uma conquista, em meio a muitas.

A primeira mudança que a prática do tai chi provocou em mim, foi uma consciência de meus movimentos em todos os momentos do dia. A coordenação movimento/respiração é um objetivo para tudo. Sempre pratiquei esporte e fiz exercícios, mas pela primeira vez me deparo com a necessidade de relaxar o corpo para executar um movimento. Encontrar o suave parece mais difícil do que o movimento rápido ou forte. Por fim, sinto que cada vez mais a minha concentração nos movimentos me permite me desligar das preocupações e do ambiente. Percebo que é possível fazer da poesia em movimento também a meditação em movimento.

Supremamente
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