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Os 3 F`s da sua vida

Os 3 F`s da sua vida

Força, Fé e Foco

Meditação e autoconhecimento, como posso colaborar se não sou uma especialista no assunto, uma “shifu” como o Bruno Barros, que me chamou para o desafio? Bem, como não sou uma especialista no assunto, só posso contribuir relatando a minha própria experiência, essa é a minha humilde contribuição.

Sou a caçula de uma família de cinco irmãos e dezoito primos todos criados juntos, numa grande algazarra, uma família agitada e animada. Eu sempre precisei ter um espaço só meu, é claro, e era na banheira que eu me deliciava, ficava lá por horas sentindo a flutuação, uma espécie de retorno ao aconchego do útero da mãe.

Uma espécie de usuária persistente, caminho pelo labirinto do autoconhecimento e suas variantes desde a minha adolescência. Mapa astral, cartas do tarô, alongamento... Não foi no conhecimento místico, mas na vida prática que vim experienciando os desafios do autoconhecimento e do controle da mente. Na adolescência a concentração e respiração que o Ballet clássico exigia, eram opostas à das aulas de canto, que eu engatava em seguida. Assim fui experienciando sem querer as formas de se respirar.

Nesta mesma época, a natação me apresentou de forma não convencional o que é meditar. O ritmo das braçadas, aliado a respiração cadenciada e a distância que deveria percorrer de borda a borda da piscina me fazia contar ladrilhos e naturalmente me levava a um mundo paralelo. O esvaziamento do pensamento, somado ao esforço físico, o esgotamento corporal e o alívio mental, me acalmava e me faziam mais forte, em todos os sentidos, para lidar com os desafios da puberdade.

Naquela época meditação e ioga era quase coisa de hippie; hoje com orgulho já vemos as novas gerações praticarem em sala de aula e empresários utilizarem como ferramenta para tomada de decisão. Estudos acadêmicos como Harvard que vem analisando os efeitos na mente sob a meditação e ioga, e a faculdade de medicina da UFF com cadeiras sobre medicina e espiritualidade, além de documentários espalhados pelas redes sociais, o assunto passa para um outro patamar, aqui no oriente.

Aos vinte anos fui para Boston e foram o I Ching e as runas que se tornaram o meu alicerce, o meu “shifu” para aquecer a alma na neve bostoniana. Nos meus quarenta anos frequentei terapia freudiana com meditação, centros kardecistas, terapias jungíanas.

Em paralelo, passei por todas as etapas do Curso Avatar, em Orlando (Flórida) uma ferramenta que faz você enxergar as suas crenças e manejá-las ao seu favor. Os exercícios do avatar são extremamente interessantes e sintetizados, sem rituais como tapete, incenso ou gurus, você aprende no aqui e agora dos salões dos hotéis. Segundo eles o avatar está espalhado em 153 países e o material traduzido para 24 línguas.

“O Avatar fornece as ferramentas para reestruturar deliberadamente as crenças que formam o padrão de sua vida. Suas próprias crenças são realmente as forças mais poderosas que influenciam sua existência. Eles determinam o que você percebe e como você o percebe. Eles influenciam seus pensamentos, suas expectativas e suas ações. Eles moldam sua personalidade. Eles até afetam o resultado de suas ações e a maneira como os outros o percebem e respondem a você. O Avatar ajuda você a explorar os bastidores de sua existência e a descobrir as crenças não inspecionadas e mantidas inconscientemente que estão fazendo com que sua vida seja como ela é” (https://avatarepc.com)

Ao longo da vida fui reparando que quantos mais descascamos a nossa cebola pessoal, que começa grossa e ardendo e depois vai se afinando, mais ficamos atentos aos sinais, talvez, cósmicos.

Se eu tiver um pensamento ruim, ou pensar mal de alguém, eu dou uma topada, cai um copo. Com você é assim também? Mas nos damos conta que fazemos parte de um todo, que o universo está dentro de nós e nós dentro dele.

Voltando, mais do que esta experiência meditativa eu senti que precisava de algo físico, sou agitada e preciso acalmar o corpo para acalmar a mente. Foi quando no final dos 40 já entrando nos 50 anos comecei a fazer canoa Polinésia (conhecida também como canoa havaiana), um esporte aquático que nasceu no Taiti.

As embarcações foram muito importantes para o processo de colonização daquela região. A Polinésia é um conjunto de ilhas no Oceano Pacífico, entre a Austrália e os Estados Unidos, do qual fazem parte o arquipélago do Havaí e o Taiti (que por sua vez faz parte da Polinésia Francesa). Para os nativos este é seu meio de transporte e, portanto, de sobrevivência. A canoa é sagrada e mais um membro da família. Dizem que em suas navegações eles criaram um triângulo Taiti, Ilha de Páscoa e Havaí.

No ritual diário deve-se agradecer e saudar ao entrar e sair da canoa. O trabalho é conjunto, desde a respiração até a entrada da pá na água, e se você entra nela com egos ou pensamentos desarmoniosos ela trava. E foi aí que eu me encantei, nunca tinha feio um esporte coletivo, no espírito “seis corpos e um só espírito”. Lidar com o ego, com a concentração, harmonia, lidar com o mais variado tipo de pessoas, ter tolerância e se possível não julgar, trazer os pensamentos de volta para focar na remada, foram grandes desafios para esta desligada. Em paralelo às aulas de canoagem, eu pratico por conta própria a ioga e a meditação, que agora começam a ser introduzidas às outras escolas de canoagem. Aliás, algumas modalidades esportivas vêm adotando a meditação como ferramenta preparatória.

Gostaria de citar uma experiência para vocês. Por acaso uma amiga psicóloga Maria Fernanda Raposo conheceu monges tailandeses e me pediu que divulgasse o trabalho deles no Rio de Janeiro. Pensei então fazer uma meditação com os pais das crianças e jovens especiais, escola Especial Crescer, da amiga Renata Dreux. Renata me propôs fazer com os próprios alunos e eu fiquei pensando se era possível fazê-las se concentrarem, meditarem. Foi uma das experiências práticas mais incríveis da minha vida, eu vi. Todas interagiram e quando os Monges pediram para ficarem concentradas. Para surpresa minha foi um total silêncio, uma paz que eu nunca tinha experienciado.

Recentemente me deparei com uma doença grave, ou seja, se eu não tratasse de forma rápida e adequada poderia morrer. Lá fui eu para mais uma prova com o pensamento do avatar “isso é não eu, isso é a minha criação, permita que se descri”, como as ferramentas da canoa “é a mente que manda”, da meditação “que ponto você quer descriar, defina em uma frase, sinta essa energia no seu corpo, agora tire ela do corpo e deixe-a crescer, essa bola é a esponja que tira a energia do corpo e põe nela. Agora descria a bola e cria o que você quiser”.

Todas as práticas que experienciei valeram como uma colcha de retalhos da minha vida e que agora me cobrem de proteção. De mãos dadas com Deus e arcanjo Miguel passei por todo o processo, que segundo o médico foi puxado, sem sentir nada e agora estou aqui escrevendo para você. Para tudo na vida temos que ter “ fé, foco e força”.

Fique em paz e lembre-se que o maior presente que você recebeu, for ter nascido, já pensou em quantas probabilidades para este milagre não ter acontecido? Faça bom uso então.

Bem, espero ter contribuído de alguma forma.

 

Maria Eduarda Fernandes- Editora da Rede Latitudes de gestores culturais (www.redelatitudes.com) com expertise em marketing de conteúdo para empresas e redes sociais.

 

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